Robocop e a Pós-Modernidade: Uma análise do corpo biocibernético monstruoso

  • Atualizado: 30 Janeiro 2015
  • Tamanho: 739.17 KB
  • Downloads: 52
  • Autoria: Rafael Leite Freire | Adriano Charles da Silva Cruz

Resumo:  Através  do  imaginário  fílmico  de  Robocop  (1987)  analisaremos  o  corpo  do protagonista,  que  é  ao  mesmo  tempo  biocibernético  e  monstruoso.   Constituindo-se assim,  o  nosso  objetivo  geral:  Relacionar  o  corpo  biocibernético-monstruoso  de Robocop  às  características  da  pós-modernidade.  Nossa  noção  de  que  o  corpo  de Robocop  é  monstruoso,  parte  da  afirmação  de  Foucault  (2001)  que  o  monstro  é  um híbrido.  Robocop  é  o  híbrido  de  homem  e  máquina  e  também  o  híbrido  do  corpo primitivo  e  do  corpo  protético  e  complexo.  Essa  hibridez  e  diálogo  entre  gêneros diferentes e tempos históricos diferentes é uma característica da pós-modernidade. O nosso recurso metodológico  se constitui de  pesquisa bibliográfica e  ainda  da análise do filme  que  leva  em  conta  seus  elementos  discursivos  e  imagéticos.  Entendemos  que  o trabalho  se  justifica  por  analisar  um  corpo  oriundo  do  cinema  e  do  gênero  ficção científica. Enquanto o cinema recria os corpos dos atores dando outros significados aos mesmos,  a  ficção  científica  o  faz para  imaginar  o  futuro  da  humanidade  e  da  ciência. Portanto com essa análise estamos refletindo sobre o futuro do corpo humano. 

Palavras-chave: Robocop; pós-modernidade; corpo monstruoso; corpo biocibernético.